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A evolução tecnológica e o consumidor: o que o Amazon Echo pode nos ensinar

Quando tratamos do mercado de tecnologia voltado ao consumidor final, é sabido que muitos potenciais clientes não se mostram receptivos a novidades de inicio. No entanto, empreendedores com visão sempre conseguirão reunir esforços e viabilizar soluções e produtos vencedores, derrotando visões pessimistas e previsões negativas. Um exemplo muito apropriado pode ser considerado o lançamento dos assistentes de voz. 

Segue abaixo um trecho da carta escrita por Jeff Bezos da Amazon aos seus acionistas no final de 2018:

"Nenhum cliente estava clamando pelo Echo. Isso definitivamente foi fruto de nossas digressões. As pesquisas de mercado não ajudam. Se em 2013 perguntássemos aos clientes “Você gostaria de fazer perguntas a um cilindro preto, sempre ligado, mais ou menos do tamanho de uma lata de Pringles, que também acendesse suas luzes e tocasse música?”, garanto que eles nos olhariam com cara de espanto e responderiam “Não, obrigado”."

E a carta segue mostrando os primeiros resultados:

"Desde a primeira geração do Echo, os clientes já compraram mais de 100 milhões de dispositivos que operam com a Alexa. No ano passado (neste caso se refere a 2018) , melhoramos em mais de 20% a capacidade da Alexa de entender as solicitações e responder às perguntas, acrescentando bilhões de informações para deixá-la mais inteligente do que nunca. Os desenvolvedores dobraram o número de skills da Alexa, para mais de 80 mil, e em 2018 os clientes falaram com a Alexa dezenas de bilhões de vezes a mais do que em 2017. O número de dispositivos com Alexa integrada mais do qeu dobrou em 2018: já são mais de 150 produtos diferentes nesta categoria, desde fones de ouvidos e PCs até carros e dispositivos para casas inteligentes. E tem muito mais coisa a caminho!"

Já no inicio de 2020, temos o seguinte cenário:

A Amazon levou quatro anos para povoar o mundo com 100 milhões de dispositivos com Alexa. E, em seguida,  levou apenas mais um ano para mais que dobrar esse número.


A Amazon anunciou em janeiro de 2020 que agora existem "centenas de milhões de dispositivos habilitados para Alexa" nas mãos dos clientes em todo o mundo, um grande aumento em relação aos 100 milhões anunciados em janeiro de 2019. Neste caso, estão incluidas as linhas próprias da Amazon de alto-falantes Echo, tablets Fire e streamers Fire TV, bem como dispositivos de terceiros como wearables, TVs e computadores, mostrando o quanto o mundo da Alexa se expandiu.(*)

O envolvimento da casa inteligente com o Alexa quase dobrou também, com as pessoas que usam o assistente de voz para controlar funções domésticas centenas de milhões de vezes toda semana..

Depois de constatar esta realidade, o que pensar da reação inicial dos potenciais clientes há menos de sete anos atrás?

(*) fonte: www.cnet.com 


 

Automação Residencial: Vamos vender mais?


CALE A BOCA! (e lucre!)

Vender é uma habilidade maravilhosa.
Se você sabe vender, você nunca morrerá de fome.
Mas, estranhamente...
Muitos consideram que vender é a arte de falar alto e sem parar.
Mais ou menos como aqueles caras do Pollishop...
Eu pensava de uma forma parecida. Tive pouquíssimas experiências com vendas até meus 35 anos.
Justamente por isso, considerava que para vender eu deveria me tornar um personagem.
Se eu fosse eu mesmo, estava errado.
Logo, cada vez que eu tinha que visitar um cliente e apresentar uma proposta... era infernal.

O Poder de Calar A Boca

Uma das lições mais valiosas que descobri depois de um workshop nos EUA foi "o poder de calar a boca."

Explico...

Toda a vez que conversamos com um cliente, é ideal ouvi-lo o máximo possível. Assim descobrimos mais sobre sua vida e como podemos realmente ajudá-lo.
É tudo sobre o cliente. Não sobre você.
O problema é que quando estamos inseguros, queremos preencher cada vazio no espaço-tempo... e não paramos de falar.
Quando não paramos de falar, 3 grandes problemas ocorrem:

UM. O cliente subconscientemente acha que você não está interessado em seus problemas.

DOIS. O cliente depois de um tempo não consegue mais processar o que sai da sua boca. Isso é cientificamente comprovado pelo termo "cérebro de crocodilo". Ele fica confuso e depois de um tempo apenas torce para que aquela conversa acabe logo.

TRÊS. O cliente não consegue revelar seus problemas. Logo, não há uma troca e uma sensação de compartilhamento no final da conversa.

Compartilhamento gera confiança. E confiança gera venda.

(A introdução acima é de autoria do Arq. Filipe Boni, parceiro do Instituto da Automação e responsável pelo portal UGREEN, www.ugreen.com.br – onde você encontra cursos, treinamentos e informações sobre soluções em sustentabilidade na arquitetura)
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